Dia da Palavra
ano 2 | semana 43
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Dia da Palavra |
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A Bíblia em nossa casa
ANO 2 | Semana 43 |
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Leitura orante da palavra
décimo sétimo domingo | ano c | Colossenses 2, 12-14
Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Colossenses
Irmãos:
12 Sepultados com Cristo no baptismo,
também com Ele fostes ressuscitados
pela fé que tivestes no poder de Deus
que O ressuscitou dos mortos.
13 Quando estáveis mortos nos vossos pecados
e na incircuncisão da vossa carne,
Deus fez que voltásseis à vida com Cristo
e perdoou-nos todas as nossas faltas.
14 Anulou o documento da nossa dívida,
com as suas disposições contra nós;
suprimiu-o, cravando-o na cruz.
Palavra do Senhor |
Acolhendo a Palavra, com a alegria do Espírito Santo
Este texto integra a segunda parte da Carta aos Colossenses (2, 6-23), intitulada «Fidelidade ao Evangelho». O contexto é próprio de toda a Carta: a polémica contra os «falsos doutores». Paulo exorta à fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo. Por isso, defende a supremacia total de Cristo. Paulo afirma que Cristo basta, pois é n’Ele que reside a plenitude. Foi Ele que nos redimiu com a Sua morte. A vida em Cristo desafia o cristão a não se deixar enganar por doutrinas falsas.
reler o texto
Lê atentamente, várias vezes, o texto bíblico e pergunta: «O que diz o texto?».
O Baptismo é o ponto de partida da vida cristã. Por Ele, tornamo-nos participantes da Páscoa de Jesus Cristo: na morte e na ressurreição. Esta é a mensagem central do texto. Paulo afirma que a morte de Cristo obtém o perdão dos pecados. O pecado produz a morte espiritual do cristão. Afasta-nos de Deus. A morte de Cristo anula esta morte espiritual. Paulo ajuda-nos a compreender com uma imagem: imaginemos que todas as nossas faltas estavam escritas num documento – «o documento da nossa dívida». A morte de Cristo anulou esse documento, «suprimiu-o, cravando-o na cruz». É, por isso, que dizemos que a morte de Cristo tem um poder redentor. Ele dá a vida para nos libertar de todos os pecados. Através de Cristo, começa, para nós, uma vida nova, liberta de tudo o que nos oprime, nos escraviza, nos rouba a felicidade, nos impede o acesso à vida de comunhão com Deus. Esta é a sequência da lógica salvadora: tal como Deus ressuscitou Cristo, também com Cristo Deus nos ressuscita. Esta realidade espiritual acontece no Sacramento do Baptismo e actualiza-se pela celebração dos Sacramentos, de modo especial a Eucaristia. Nós abrimos a nossa vida a esta dinâmica salvadora «pela fé […] no poder de Deus».
meditar o texto
Recolhe-te e pede a Deus: «O que me dizes com estas palavras?»
A Palavra afirma a centralidade de Cristo na nossa experiência cristã. É por Ele – e apenas por Ele – que temos acesso à salvação. É nisto que reside o fundamental da nossa fé. Ao denunciar a atitude dos Colossenses – mais preocupados com os poderes dos anjos e com certas práticas e ritos do que com Cristo –, Paulo adverte para não nos deixarmos afastar do essencial.
CONTEMPLAR o texto
Habitado pela presença de Deus, perguntarás: «O que posso fazer para que esta Palavra seja viva e eficaz?»
Aquilo que o Baptismo realiza e a Eucaristia actualiza só tem sentido quando eu assumo a fé no poder salvador de Deus. Acreditar que, pelo Baptismo, Deus faz-nos ressuscitar com Cristo é assumir um comportamento evangélico e profético como Jesus.
Rezar a partir do texto
Responde com a oração, perguntando: «O que Te direi, meu Deus?»
Deus da vida e da ressurreição,
nós Vos damos graças
pelo Sacramento do Baptismo,
que celebrámos no Vosso amor.
Estávamos votados à morte
e Vós destes-nos a vida,
perdoando todas as nossas faltas,
os pecados da humanidade inteira.
Nós Vos pedimos
pelos jovens e os adultos
que se preparam para o Baptismo
e por aqueles que reencontram a fé,
após períodos de abandono.
Que permaneçam alegres,
no caminho de conversão.
INTERIORIZAR o texto
As palavras de Jesus pronunciadas na Última Ceia – e repetidas na Eucaristia – são a expressão desta realidade: «Isto é o Meu Corpo, que será entregue por vós»; «Este é o cálice do Meu Sangue, o Sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados».
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