Casa Paroquial de Sequeira

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ANO C | SEMANA XXIII

[domingo]

Sab 9, 13-19

Sal 89

Flm 9b-10. 12-17

Lc 14, 25-33

 

«Recebe-o como

a mim próprio».

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  • Dia da Palavra
Dia da Palavra
ano 2 | semana 43

Dia da Palavra

A Bíblia em nossa casa

ANO 2 | Semana 43

 

 

Leitura orante da palavra

décimo sétimo domingo | ano c | Colossenses 2, 12-14

Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Colossenses

Irmãos:

12 Sepultados com Cristo no baptismo,

também com Ele fostes ressuscitados

pela fé que tivestes no poder de Deus

que O ressuscitou dos mortos.

13 Quando estáveis mortos nos vossos pecados

e na incircuncisão da vossa carne,

Deus fez que voltásseis à vida com Cristo

e perdoou-nos todas as nossas faltas.

14 Anulou o documento da nossa dívida,

com as suas disposições contra nós;

suprimiu-o, cravando-o na cruz.

Palavra do Senhor


 

Acolhendo a Palavra, com a alegria do Espírito Santo

Este texto integra a segunda parte da Carta aos Colossenses (2, 6-23), intitulada «Fidelidade ao Evangelho». O contexto é próprio de toda a Carta: a polémica contra os «falsos doutores». Paulo exorta à fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo. Por isso, defende a supremacia total de Cristo. Paulo afirma que Cristo basta, pois é n’Ele que reside a plenitude. Foi Ele que nos redimiu com a Sua morte. A vida em Cristo desafia o cristão a não se deixar enganar por doutrinas falsas.

 

reler o texto

Lê atentamente, várias vezes, o texto bíblico e pergunta: «O que diz o texto?».

O Baptismo é o ponto de partida da vida cristã. Por Ele, tornamo-nos participantes da Páscoa de Jesus Cristo: na morte e na ressurreição. Esta é a mensagem central do texto. Paulo afirma que a morte de Cristo obtém o perdão dos pecados. O pecado produz a morte espiritual do cristão. Afasta-nos de Deus. A morte de Cristo anula esta morte espiritual. Paulo ajuda-nos a compreender com uma imagem: imaginemos que todas as nossas faltas estavam escritas num documento – «o documento da nossa dívida». A morte de Cristo anulou esse documento, «suprimiu-o, cravando-o na cruz». É, por isso, que dizemos que a morte de Cristo tem um poder redentor. Ele dá a vida para nos libertar de todos os pecados. Através de Cristo, começa, para nós, uma vida nova, liberta de tudo o que nos oprime, nos escraviza, nos rouba a felicidade, nos impede o acesso à vida de comunhão com Deus. Esta é a sequência da lógica salvadora: tal como Deus ressuscitou Cristo, também com Cristo Deus nos ressuscita. Esta realidade espiritual acontece no Sacramento do Baptismo e actualiza-se pela celebração dos Sacramentos, de modo especial a Eucaristia. Nós abrimos a nossa vida a esta dinâmica salvadora «pela fé […] no poder de Deus».

 

meditar o texto 

Recolhe-te e pede a Deus: «O que me dizes com estas palavras?»

A Palavra afirma a centralidade de Cristo na nossa experiência cristã. É por Ele – e apenas por Ele – que temos acesso à salvação. É nisto que reside o fundamental da nossa fé. Ao denunciar a atitude dos Colossenses – mais preocupados com os poderes dos anjos e com certas práticas e ritos do que com Cristo –, Paulo adverte para não nos deixarmos afastar do essencial.

 

CONTEMPLAR o texto 

Habitado pela presença de Deus, perguntarás: «O que posso fazer para que esta Palavra seja viva e eficaz?»

Aquilo que o Baptismo realiza e a Eucaristia actualiza só tem sentido quando eu assumo a fé no poder salvador de Deus. Acreditar que, pelo Baptismo, Deus faz-nos ressuscitar com Cristo é assumir um comportamento evangélico e profético como Jesus.

 

Rezar a partir do texto 

Responde com a oração, perguntando: «O que Te direi, meu Deus?»

Deus da vida e da ressurreição,

nós Vos damos graças

pelo Sacramento do Baptismo,

que celebrámos no Vosso amor.

Estávamos votados à morte

e Vós destes-nos a vida,

perdoando todas as nossas faltas,

os pecados da humanidade inteira.

Nós Vos pedimos

pelos jovens e os adultos

que se preparam para o Baptismo

e por aqueles que reencontram a fé,

após períodos de abandono.

Que permaneçam alegres,

no caminho de conversão.

 

INTERIORIZAR o texto 

As palavras de Jesus pronunciadas na Última Ceia – e repetidas na Eucaristia – são a expressão desta realidade: «Isto é o Meu Corpo, que será entregue por vós»; «Este é o cálice do Meu Sangue, o Sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados».